Empresa brasileira ajudou a criar “Horizon”, jogo exclusivo do PS4

Um dos games mais esperados do ano, “Horizon Zero Dawn” que está fazendo sucesso: foi lançado oficialmente dia 28/02 nas lojas em todo o mundo, o jogo traz dinossauros robôs em um futuro “pré-histórico”, roteiro instigante e uma protagonista forte chamada Aloy. E o melhor de tudo? Possui uma participação imprescindível de brasileiros em seu desenvolvimento.
Em um ano de trabalho, com 23 profissionais e cerca de 60 mil horas de trabalho, a empresa brasileira Kokku – localizada em Recife – fez grande parte da arte 3D encontrada no jogo, como os próprios robôs, que são centrais na trama.
A oportunidade ocorreu graças ao posicionamento da empresa internacionalmente: “Isso nos rendeu uma oportunidade de demonstrar o trabalho da Kokku para a Guerrilla Games, que estava na época procurando estúdios capazes de trabalhar no ‘Horizon Zero Dawn'”, diz Thiago de Freitas, CEO da Kokk.
“Todas as montarias foram feitas aqui em Recife, bem como o Corruptor, Shell Walker e outros menores. Trabalhamos diretamente com a Guerrilla e os diretores de arte de lá e praticamente quase tudo que você vê no trailer da E3, foi produzido aqui em Recife.”
“Lembramos como se fosse ontem do dia que o trailer da E3 2016 saiu e, toda equipe estava junta aguardando ansiosamente pela aparição de algum trabalho feito aqui dentro. Quando o Shell Walker apareceu, não nos contivemos e voou bolo e cerveja pra todo lado.”
Mas a jornada não foi fácil. Com cinco anos de existência, a Kokku já evoluiu muito, de produtora de jogos próprios para um hub que investe em outras empresas com alto nível de produção. A divisão responsável pela arte 3D de “Horizon Zero Dawn” realizou uma bateria de testes para ser aprovada e se tornar um dos principais fornecedores da Guerrilla.
“A primeira empresa que investimos foi a Diorama, que é a divisão que trabalhou em Horizon. As figuras de Alex Rodrigues e Everaldo Neto (Heads de Studio da Diorama) foram fundamentais para que esse trabalho desse certo, já que foram eles que gerenciaram toda a equipe e cuidaram da qualidade.”

Atualmente, a Kokku tem outras divisões, como a PUGA (equipe de desenvolvimento que atualmente trabalha em projetos mobile e novas plataformas), a Feel (divisão Indie com jogos próprios) e ainda trabalha na abertura de um estúdio de Motion Capture.
“O maior prazer é, claro, poder também falar que o Brasil tem, sim, uma qualidade enorme para trabalhar e produzir conteúdo internacional e com as exigências de grandes produtoras e players internacionais”, explica o CEO da empresa, que também é vice presidente de marketing e diretor de internacionalização na ABRAGAMES e comissário de cultura no Ministério da Cultura.
Sobre o futuro da empresa, Freitas finaliza com mistério: “Estamos negociando com outras grandes produtoras e também já nos preparando para receber mais um grande projeto agora em março. Horizon irá abrir as portas para que outros players, que ainda não conhecem a gente, possam começar a nos olhar e ver que podem contar com um grupo brasileiro que é capaz de desenvolver projetos de qualidade global.”
FONTE: UOL JOGOS

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